Socioemocional

Solidariedade, amizade, responsabilidade, colaboração, empatia, organização, ética, cidadania, honestidade. Esses valores (ou características) — tão desejáveis nos relacionamentos humanos e cada vez mais requisitados e necessários nos dias de hoje — devem ser ensinados, praticados ou pelo menos estimulados também nas escolas. É o que dizem as novas diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

A Educação Socioemocional (em inglês, SEL – Social Emotional Learning) é o processo através do qual os alunos aprendem, dentro do currículo , a refletir e efetivamente aplicar conhecimentos e atitudes necessários ao longo da vida escolar, educando os corações, inspirando mentes, materializando projetos e contribuindo para a transformação desses estudantes pela educação.

A Educação, cada vez mais, enxerga as pessoas em sua totalidade.Isso significa que os processos pedagógicos utilizados no ensino-aprendizagem consideram os indivíduos a partir de uma multiplicidade de valores.

Um ser humano é o que é devido às suas inúmeras características, ao contexto em que vive e à forma como “transita” pelo mundo.

Sendo assim, a nossa escola, que deseja oferecer uma formação integral consequente com sua linha pedagógica, o fiel da balança deve marcar equilíbrio.


Nessa etapa da educação, ajudamos crianças a partir de 3 anos de idade no reconhecimento de sentimentos e emoções básicas, como medo, alegria, tristeza, raiva e amor, que acreditamos serem fundamentais quando pensamos nos vínculos afetivos.


Na Educação Infantil, com o LIV ( Laboratório de Inteligência de Vida ), buscamos referências teóricas clássicas para subsidiar as atividades formativas com os ‘ pequenos”.


Nas aulas para as turmas de 4 e 5 anos de idade, as crianças são apresentadas a situações vividas em seu dia a dia por meio de histórias interessantes e formativas.


Dessa forma, a presença dessas competências no ensino tem como objetivo desenvolver comportamentos e atitudes com as crianças, que lhes permitam lidar com os desafios e situações cotidianas de maneira mais eficaz e ética.

Mia Couto, escritor moçambicano, autor de Terra Sonâmbula, em live, disse: ” A escola deve entregar o gosto do saber”. Muito oportuno, reforço a palavra GOSTO, porque aí está contida a necessária evolução da escola: instituição-designer de atividades e aulas envolventes e significativas para os estudantes.

Apesar dos avanços visíveis, ainda há uma evolução hesitante, porque, convenhamos, desde que a “escola é escola”, as aulas são presenciais, em fileiras organizadas de carteiras e nucas, e o professor esforçando-se para “contar” para o aluno o que ele sabe. Esta prática centenária molda uma metodologia didático-pedagógica padronizada, resistente, até por zelo, a grandes mudanças.

O caminho da necessária mudança para garantir a aprendizagem é a metodologia ativa, que coloca o aluno no centro das atividades, em movimento virtuoso para aprender, participando ativamente pela proposta dos professores, sem o quê, não aprende e terá impossibilidades de acessar o conhecimento que deveria ter sido assimilado.

Sem participação no momento da ação das aulas, no caso, o aluno não aprende, porque não houve o ensino propriamente dito.

Nessa procura pela aprendizagem, sem dúvidas, a tecnologia educacional tem sido importante apoio didático-pedagógico para professoras e professores, mas, atenção, como uma ferramenta, não estratégia metodológica, porque ela somente dá a resposta, que depende da pergunta, da provocação, do convite à participação estendida para o aluno. Também não é malabarismo, pirotecnia tecnológica, mas surpreendente forma de acesso aos conteúdos e metodologias selecionadas pela BNCC, com importantes propostas de comunicação entre professores e alunos, e estes entre si, potencializando os projetos de ensino para que a aprendizagem se incorpore ao universo cognitivo dos estudantes.

Cabe à escola engajar seus alunos no que já estão engajados, tornando a destreza tecnológica, que já têm, em oportunidade para estudos, avaliações e trabalhos criativos, sustentáveis no tempo.

Finalizando pelo mais importante: nunca foi tão necessária a presença e a ação tecnológica do professor na elaboração de seus itinerários pedagógicos para aulas e atividades, presenciais ou on-line, em que o fundamental é selecionar o que é necessário, indispensável que o aluno saiba para a sua sequência escolar e para a vida – aí está a cultura produzida pela escola.

Valorizamos uma aprendizagem que desperta a criação e a experimentação, promovendo engajamento e maior participação dos alunos. Por meio de ferramentas inovadoras e educativas, complementamos o conteúdo pedagógico e desenvolvemos diversas habilidades dos alunos.

Inserir recursos tecnológicos no ensino faz com que os alunos absorvam o conteúdo com maior facilidade e maior curiosidade. A aprendizagem é abrangente e se torna mais personalizada.


Você conhece estes recursos e sabe como eles são integrados ao aprendizado?

São jogos interativos que estimulam o raciocínio dos alunos por meio de desafios. A cada etapa do jogo, os alunos são incentivados a tomar decisões utilizando estratégias eficientes, atuando de forma colaborativa para encontrar a melhor solução para um problema. Com esta dinâmica, adquirem diversas competências. Conheça algumas delas:  


Habilidades cognitivas: poder de decisão, raciocínio lógico, pensamento criativo;

Habilidades sociais: colaboração, trabalho em equipe, comunicação clara;

Habilidades emocionais: autoconfiança, lidar com emoções, aprender com os erros;

Habilidades éticas: agir pensando no bem estar coletivo, respeito ao próximo.

 

Para entender como os jogos interativos contribuem para a aprendizagem dos nossos alunos, conversamos com a professora Bruna Bomfim, que nos apresentou alguns deles: 

 

Google Apresentações, Nearpod, Google Formulários e Wordwall – recursos que  auxiliam no desenvolvimento das habilidades de reconhecimento das unidades fonológicas como sílabas, rimas, terminações de palavras e aliteração; de reconhecimento de vogais e não vogais; de tipos de texto.

 

Quiver Vision – aplicativo que auxilia no desenvolvimento motor fino contribuindo para o desenvolvimento das capacidades de escrever e recortar”.

 

Inventeca – aplicativo para produzir suas próprias histórias orais e escritas. Com ele, a criança usa a imaginação e criatividade para contar histórias a partir de cenas apresentadas”.

 

Khan Academy, Matfic, Jamboard, Kahoot e Flippity – ferramentas que desenvolvem habilidades matemáticas como relacionar números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o entre e o depois, em uma sequência”.

 

Implementar os jogos interativos em sala de aula ajuda a ampliar os conhecimentos, integrando disciplinas e trabalhando aspectos essenciais para a vivência escolar e formação do estudante, transformando-os em cidadãos críticos, participativos e confiantes.

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